Bem Vindos

Aproveitem as informações e coloquem em prática.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

DIABETES TIPO II

Boa Noite pessoal, hoje vamos falar do Diabetes tipo 2 pois vejo que está se tornando cada vez mais comum pessoas me procurando buscando orientações nutricionais para controle da mesma.
       Vamos lá ;)
  • O diabetes tipo 2 é crônico e afeta o corpo na forma com que é metabolizada a glicose. Diferente do tipo 1, o tipo 2 poderá criar uma resistência aos efeitos da insulina (hormônio que ajuda na entrada do sangue nas células), e, ainda, pode não produzir a insulina suficiente para manter os níveis no sangue dentro do normal.
  • No diabetes tipo 2, as células de gordura, dos músculos e do fígado não respondem corretamente à insulina, e por isso o açúcar fica na corrente sanguínea.
  • Fique atento aos principais sintomas do diabetes tipo 2:
  • - Infecções frequentes
  • - Alteração visual (visão embaçada)
  • - Dificuldade na cicatrização de feridas
  • - Formigamento nos pés e furúnculos.
Dieta para diabetes tipo 2
A dieta para diabetes tipo 2, em geral é suficiente para controlar os níveis de açúcar do sangue acompanhada de atividade física regular. Emagrecer, caso o peso esteja acima do ideal, também ajuda a controlar a diabetes.
Medicamentos como a metformina, podem ser prescritos pelo médico para controlar a diabetes tipo 2.
Alimentos permitidos na Diabetes tipo 2
Os alimentos permitidos na dieta para diabetes tipo 2 são alimentos ricos em fibras e de preferencia menos doce. Por isso dar preferência para frutas como a maçã.
Os alimentos com baixo índice glicêmico como iogurte natural, feijão, esparguete, pão de cevada, brócolis devem estar presentes na dieta para evitar a subida repentina do açúcar no sangue.
Na dieta para diabetes tipo 2 é importante controlar os horários das refeições para evitar que o açúcar desça demasiado no sangue.
Alimentos proibidos na dieta para diabetes tipo 2
Os alimentos proibidos na dieta para diabetes tipo 2 são açúcar, mel, geleia, compota, marmelada, produtos de confeitaria e pastelaria, chocolates e guloseimas, gelados, fruta em calda, fruta cristalizada e fruta muito doce, refrigerantes e outras bebidas açucaradas assim como as bebidas alcoólicas além do excesso de massas a base de amido e farinha branca.
É importante que  diabético aprenda a  ler os rótulos dos produtos antes de consumir, porque  açúcar pode aparecer escondido sob a forma de glicose, xilitol, frutose, maltose ou açúcar invertido.
No próximo post. explicarei tudinho sobre  o que podeeeeee e NÃO podeeeee na alimentação...Beijãooo grande.


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Fórmulas Lacteas.

Depois de um tempo sem aparecer por aqui devido as correrias dos últimos meses, voltei.... rsrs e hoje eu quero falar de um assunto o qual eu me deparo todos os dias exclarecendo as mãezinhas e cuidando dos meus queridos pacientes da nutrição infantil os quais eu tenho um carinho imenso...
Vamos falar das fórmulas lacteas que geram tantas dúvidas nas mães, madrinhas e avós hehehe.
Fórmula láctea é um alimento em pó de preparo com água que proporciona uma nutrição completa e balanceada, podendo ser usada como dieta exclusiva ou complemento alimentar.(a mãe poderá estar usando somente a fórmula caso não seja possível amamentar a criança ou para algumas que produzem pouco leite podem estar intercalando as mamadas com leite materno e fórmula) Abordaremos as diferentes fórmulas utilizadas, incluindo aquelas para crianças e adultos com alergias e intolerâncias alimentares.
O leite materno é considerado pela Organização Mundial da Saúde o alimento ideal e mais completo com seus inúmeros benefícios nos primeiros meses de vida das crianças. No entanto, quando a mãe está impossibilitada de amamentar o seu bebê, o uso de fórmulas infantis é recomendado como substituição total ou parcial ao leite materno, para suprir as necessidades nutricionais dos bebês.
Há, disponíveis no mercado, fórmulas à base de leite de vaca e à base de soja, com proteínas extensamente hidrolisadas ou parcialmente hidrolisadas (quando a proteína é fragmentada para evitar reações alérgicas). Há ainda as isentas de lactose e com 100% de aminoácidos livres. Todas são acrescidas de ferro e vitaminas e possuem maiores concentrações de nutrientes, devido a sua menor biodisponibilidade.
Biodisponibilidade é a quantidade do nutriente presente no alimento que realmente será aproveitada pelo organismo, podendo ser afetada de várias formas:
• medicamentos – substâncias farmacológicas podem interagir com alguns nutrientes, prejudicando sua absorção;
• antibiótico – diminui absorção de minerais;
• estado fisiológico – algumas doenças exigem maiores quantidades de nutrientes, como no caso de diarreia e febre que interferem nas quantidades de absorção de sódio e potássio;
• estado nutricional – crianças com anemia e desnutrição têm o transporte de nutrientes prejudicado, não chegando ao fígado, seu alvo.
As fórmulas infantis são recomendadas por profissionais da saúde, pediatras e nutricionistas que sempre levam em consideração o estado de saúde da criança, a idade e a necessidade alimentar, como o caso de crianças com alergias à proteína do leite ou com intolerância à lactose.
Fórmulas de partida são recomendadas para os primeiros meses de vida do bebê. Elas preenchem adequadamente as necessidades nutricionais de crianças saudáveis, quando utilizadas de forma exclusiva até os 06 meses de idade. Essas fórmulas contêm lactose e grande quantidade de proteína. Ex: NAN Pro 1, Aptamil, Bebelac, Nestogeno.
Fórmulas de seguimento são semelhantes às fórmulas de partida e são indicadas como substituto ao leite materno a partir do 6º mês e para crianças na 1ª infância (12 meses aos 3 anos). Ex: NAN Pro 2, Aptamil 2, Bebelac 2, Ninho.
Fórmulas à base de soja são elaboradas com proteína isolada da soja, isentas de lactose e sacarose (açúcar comum). Este tipo de fórmula é indicado para crianças que apresentem intolerância à lactose, galactosemia (deficiência na produção da enzima que faz o metabolismo da galactose) ou que apresentem alergia à proteína do leite de vaca mediadas pela IgE – Imunoglobulina E (anti-corpo reagente à proteína do leite de vaca, que causa alergia), mas não por outras reações alérgicas. Além disso, elas promovem crescimento adequado e mineralização óssea de forma semelhante às fórmulas à base de leite de vaca comuns. Uma desvantagem é que essas fórmulas normalmente contêm fitatos (compostos com fósforo), os quais se ligam ao ferro e reduzem sua biodisponibilidade em crianças. Isso faz com que os fabricantes de fórmulas hipoalergênicas à base de soja incluam dosagens generosas de ferro em seus produtos. Ex: NAN Soy, Aptamil Soja, SupraSoy, SoyMilke, Isomil, Nursoy.
Embora o leite de vaca seja mais comumente associado à alergia alimentar, cerca de 50% das crianças apresentam alergia simultânea às proteínas de outros alimentos, como a da soja, por exemplo. Isso pode ocorrer tanto por predisposição genética (dos pais) quanto pela introdução de alimentos potencialmente alergênicos antes dos seis meses de vida (até os seis meses, a mucosa intestinal não está completamente formada e apresenta poros que permitem a passagem de moléculas grandes como as proteínas e isso pode ser uma das causas de alergias).
Para esses casos, aconselha-se o consumo de fórmulas semielementares ou elementares, como veremos a seguir.
Fórmulas semielementares são formulações à base de proteína do soro do leite ou da soja, extensamente hidrolisadas, encontrando-se na forma de aminoácidos livres (mas não 100%) e/ou peptídeos (compostos resultantes da união entre dois ou mais aminoácidos). Sua desvantagem é que o sabor dessas fórmulas não é muito agradável e têm alto custo. Ex: Alfaré, Pregomin, Peptamen e Peptamen Júnior; NAN H.A. (a criança que usa via oral dificilmente aceitam os meus pacientes que usam estão com via enteral devido a patologias associadas.)
Para crianças menores de 01 ano de idade
Alfaré (Nestlé): 80% das proteínas são do soro do leite, formando peptídeos. Somente 20% são aminoácidos livres. Pode ser indicada para casos de má absorção, alergia à proteína da soja e/ou ao leite de vaca – porém, para esse último caso, por IgE (Imunoglobulina E) não mediadas;
Pregomin (Support): 40% é proteína hidrolisada da soja, 40% colágeno e 20% de aminoácidos livres. Indicada para crianças com alergia à proteína da soja e/ou ao leite de vaca ou com má absorção.
NAN H.A. (Nestlé): 100% do soro do leite parcialmente hidrolisado, sendo considerada 60 vezes menos alergênica que o leite de vaca. Porém, como há em sua composição proteínas intactas, deve-se ter maior atenção: a criança pode ou não apresentar melhora do quadro de alergia ao leite de vaca. Pode ser indicada como prevenção primária. Não contém aminoácidos livres.
Crianças de 1 a 10 anos
Peptamen Júnior (Nestlé): 100% do soro do leite hidrolisado, elaborada à base de peptídeos e isenta de lactose. Não contém aminoácidos livres. Considerada uma continuação do Alfaré. Indicada aos portadores de alergia à soja e ao leite de vaca por IgE não mediada, intolerantes à lactose, retardo no crescimento, casos de desnutrição, má absorção, diarreia, síndrome do intestino curto, entre outros.
A partir de 10 anos (e adultos)
Peptamen (Nestlé): fórmula com 100% do soro do leite hidrolisado, à base de peptídeos, isenta de lactose e de glúten. Não contém aminoácidos livres. Indicada aos portadores de alergia a soja e ao leite de vaca por IgE não mediada, intolerantes à lactose, celíacos, casos de desnutrição, má absorção, diarreia, síndrome do intestino curto, entre outros.
Fórmulas elementares são elaboradas à base de hidrolisado proteico, processo que resulta em 100% dos aminoácidos livres. Também são isentas de lactose, sacarose, frutose, galactose e glúten. Indicadas para intolerantes à lactose, aos celíacos, indivíduos com galactosemia, alérgicos à proteína do leite de vaca (IgE mediada ou não), má absorção intestinal, síndrome do intestino curto, doença de Chron e diarreia grave.
Geralmente, a recomendação deste tipo de produto é feita quando as fórmulas semielementares não foram suficientes, apresentando 90% de eficácia (quanto mais extensa a hidrólise, menor o potencial alergênico). Essas fórmulas também têm alto custo. Ex: Aminomed (Comidamed) e Neocate (Support) – para crianças menores de 1 ano; Neocate Advance e Vivonex Pediatric (Novarts) – para crianças maiores de 1 ano; e Vivonex Plus – para pessoas de 10 a 20 (As vezes o paciente pode ter dificuldades na deglutição nesse caso pode ser  acrescentado um espessante)
Fórmulas isentas de lactose são indicadas para crianças que apresentem intolerância à lactose e doença celíaca (intolerância ao glúten). Apresentam basicamente a mesma composição das fórmulas modificadas à base de leite de vaca, contudo, isentas de lactose. Ex: NAN Sem Lactose, Pediasure. Há também formulações isentas de lactose que servem como suplemento nutricional para adultos e crianças, como o SupraSoy Sem Lactose e Ensure.(ensure e pediasure tem sabores variados, pediasure de morango as meninas vão amarrrr... digam que é da Barbie que elas tomam tudinhoooo kkkk)
Fórmulas antirregurgitação são mais espessas, indicadas para crianças que possuem alguma disfunção fisiológica (pequeno tamanho do estômago, esôfago curto, etc), alergia ao leite de vaca ou que apresentem refluxo gastroesofágico como consequência. Contêm lactose, maltodextrina e amido de arroz ou milho pré-gelatinizado (esses dois últimos se tornam mais espessos no contato com a secreção gástrica). Ex: NAN A.R., Aptamil A.R.
Fórmulas para bebês prematuros ou recém-nascidos são indicadas para atender as necessidades nutricionais dessas crianças – levando-se em consideração a imaturidade digestiva e metabólica. Possuem lactose e maltodextrina. Ex: Aptamil Pre, NAN Pre.
Lembre-se que qualquer tipo fórmula láctea, seja para adulto ou criança, deve ser prescrita e acompanhada por um profissional capacitado (nutricionista), pois doses acima ou abaixo do necessário acabam influenciando diretamente nos resultados nutricionais e podem trazer prejuízos à saúde.
Sem contar que muitas vezes as fórmulas precisam ser trocadas depedendo da evolução do caso ou  as crianças que usam via oral enjoam e querem inovar e ninguém melhor que o nutricionista para avaliar esses casos.

Beijossssss a todos, ;) fiquem com Deus e uma excelente semana recheada de coisas boas e SAUDÁVEIS...

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Fibromialgia



















Atualmente sabe-se que a fibromialgia é uma forma de reumatismo associada a uma sensibilidade maior do indivíduo frente ao estímulo doloroso. Vários estudos demonstram que há uma predisposição genética para o seu desenvolvimento, embora esta necessite de condições ambientais para se manifestar. É mais freqüente no sexo feminino, atingindo nove mulheres para cada homem. Evidências demonstram que uma dieta equilibrada pode contribuir positivamente na amenização de dores musculares.

Alimentos naturais, hortaliças e legumes, menor quantidade de proteína animal, e maior quantidade de proteína vegetal, associados ao consumo de grandes quantidades de frutas, proporcionam um estado mais saudável aos tecidos. O uso prolongado de analgésicos aumenta a excreção de ácido ascórbico e potássio, podendo proporcionar uma deficiência de ferro e ocasionar uma anemia. A influência da alimentação sobre as manifestações da fibromialgia deve ser focalizada no sentido de promover a saúde e o bem estar do paciente.

O termo fibromialgia vem do latim fibro (tecido fibroso, ligamentos, tendões, fáscias), do grego mio (tecido muscular), algos (dor) e ia (condição), ou seja, condição de dor proveniente de tendões, ligamentos e músculos. Como é formada por um conjunto de sinais e sintomas, o termo mais adequado é síndrome fibromiálgica (SFM) (Kaziyama et al, 2001). A SFM é caracterizada pela ocorrência de dor musculoesquelética generalizada crônica e pela presença de pontos dolorosos pré-determinados (tender points), na ausência de processos inflamatórios articulares ou musculares (Kaziyama et al, 2001). É considerada uma síndrome, pois engloba uma série de manifestações clínicas como dor, fadiga, indisposição e distúrbios do sono.

Atualmente sabe-se que a fibromialgia é uma forma de reumatismo associada a uma sensibilidade maior do indivíduo frente a um estímulo doloroso. O termo reumatismo pode ser justificado pelo fato da fibromialgia envolver músculos, tendões e ligamentos. O que não quer dizer que acarrete deformidade física ou outros tipos de seqüela. No entanto, a fibromialgia pode prejudicar a qualidade de vida e o desempenho profissional. Diferentes fatores, isolados ou combinados, podem favorecer as manifestações da fibromialgia, dentre eles infecções, doenças graves, traumas emocionais ou físicos, esforços repetitivos e mudanças hormonais (Antônio, 2001; Haun et al., 2001; Krusche, 2002).

Além dos pontos dolorosos e da dor difusa, os pacientes podem apresentar fadiga, sono não restaurador, sensação de inchaço, rigidez matinal, tonturas, palpitações, boca seca, cefaléia, cólon irritável, ansiedade, depressão, distúrbios no humor e estresse emocional (Pollak, 1999). Vários estudos demonstram que há uma predisposição geneticamente determinada para o desenvolvimento da fibromialgia. Esta susceptibilidade necessita de condições ambientais para se manifestar e, fenotipicamente, está associada a traços de personalidade sabidamente herdados, como o perfeccionismo e o detalhismo (Haun et al, 2001).

(Foto: Pontos dolorosos.)

terça-feira, 5 de junho de 2012

Anticoagulação Oral.

Devido a dúvidas dos pacientes com relação a ingestão do medicamento anticoagulante e a Dieta restrita em Vit K, resolvi postar algumas informações para que os ajudem...

O que é anticoagulação oral?
É um tratamento medicamentoso que tem como objetivo diminuir a formação de coágulos dentro do coração e dos vasos sangüíneos, prevenindo a obstrução dos mesmos.
Normalmente, o sangue permanece na forma líquida, enquanto mantém contato com as superfícies internas do coração e dos vasos sanguíneos. Isso acontece, graças a um equilíbrio físico-químico complexo, onde se anulam forças que, por um lado favorecem a coagulação e, por outro a anticoagulação. Quando, em contato com qualquer outro tipo de superfície, biológica ou de outra natureza (um pedaço de vidro durante um corte, por exemplo), o equilíbrio se altera, e o sangue tende a coagular.
Entretanto, existem várias doenças (fibrilação atrial, coagulopatias) ou algumas condições (próteses valvares cardíacas) que aumentam a capacidade do sangue de formar coágulos mesmo dentro do coração e vasos sanguíneos. Esses coágulos podem ser lançados na circulação e obstruir alguma artéria, veia e válvula artificial provocando sérias complicações para a saúde. Para evitar esses problemas utilizam-se as medicações anticoagulantes.

Em que situações é necessário o uso de anticoagulantes?
Nem sempre são doenças. Às vezes, é o próprio tratamento de uma doença que exige a anticoagulação, como é o caso das próteses mecânicas de válvulas cardíacas, que por serem feitas de material não biológico, têm maior propensão à formação de coágulos, e necessitam ser tratados com anticoagulantes para não se agravarem.

Outras situações em que está indicado a anticoagulação são:
Fibrilação atrial
Aneurismas cardíacos
Trombose venosa profunda (coágulos nos membros inferiores)
Infarto agudo do miocárdio
Embolia pulmonar
Acidente vascular encefálico
Arteriopatias obstrutivas (obstrução nas artérias)

Quais são os anticoagulantes usados?
Os anticoagulantes podem ser de três tipos, de acordo com a forma de aplicação: oral (ingeridos pela boca), venosos (administrados através de uma veia) ou subcutâneos (administrado embaixo da pele com uma agulha pequena).
Anticoagulantes venosos: são drogas de uso exclusivo de hospitais. O mais utilizado é a heparina.
Anticoagulantes subcutâneos: são administrados por via subcutânea (embaixo da pele) e muito usados em hospitais e, por sua segurança e estabilidade de efeito, podem ser administrados também na residência. A heparina de baixo peso e seus derivados são utilizados nesta via de administração (Clexane® e Fragmin®).
Anticoagulantes orais: têm efeito extremamente potente de inibir a capacidade de coagulação do sangue. Necessitam de cuidado rigoroso, pois a dosagem ideal pode ser difícil de ser definida, necessitando de controle laboratorial constante para o seu ajuste. Quando a dosagem não está adequada, pode permitir a formação de coágulos na circulação ou sangramentos espontâneos, às vezes muito graves. A drogas utilizada com esse propósito é o Warfarin (Coumadin® e Marevan®).

Como deve ser a minha alimentação durante o uso do Warfarin?
A vitamina K, ingerida através dos alimentos, interfere na ação do anticoagulante. Variações na alimentação mudam também a quantidade de vitamina K que é ingerida e portanto, alteram a ação anticoagulante da medicação.
É importante manter estável a quantidade de vitamina K ingerida diariamente. Em geral devem ser evitadas quantidades excessivas de alimentos com alto teor de vitamina K. Evitar comer muita alimentação com vitamina K em um dia e no outro não comer nada. Essas variações podem levar a sangramentos ou risco aumentado de formação de coágulos.

Confira abaixo as quantidades de Vitamina K em cada alimento. Nenhum alimento é contra-indicado, apenas mantenha uma dieta balanceada.

Tabela. Concentração de Vitamina K em cada alimento.

ALTO TEOR
 
Chá verde
Maionese
Óleos (canola, soja)
Brócolis
Couve-de-bruxelas
Repolho
Couve verde
Pepino com casca
Endívia
Cebolinha verde
Alfaces (qualquer côr)
Mostarda
Salsa
Espinafre
Agrião
 
TEOR MODERADO
 
Margarina
Aspargo
Abacate
Repolho vermelho
Ervilhas
Quiabo
Azeite

BAIXO TEOR
 
Chá preto
Sucos, refrigerantes
Leite, queijo, manteiga
Pão, massas
Cereais, aveia
Arroz, polvilho
Milho, óleo de milho
Ovos
Iogurtes
Farinha de trigo
Frutas
Todas as carnes
Vagem
Cenoura
Couve-flor
Cebola, aipo
Pepino sem casca
Beringela, cogumelos
Batata, abóbora

Várias medicações interferem no uso do warfarin. Por isto avise seu médico, sempre que:
Houver prescrição de outros medicamentos;
Drogas não prescritas, como aspirina, remédios para resfriados e tosse, antiácidos e laxativos;
Preparações contendo vitamina K ou E;
Produtos dietéticos.
O melhor é nunca tomar remédio sem orientação médica.

Posso realizar atividade física durante o uso de Warfarin?
A atividade física é incentivada, porém ao iniciar um novo esporte é importante comunicar ao seu médico. Poderá ser necessário fazer um planejamento, porque a dose do anticoagulante poderá ser alterada.
Não há restrições quanto a atividades físicas como natação, hidroginástica, ginástica aeróbica, caminhadas, corridas (“jogging”), bicicleta ergométrica, tênis, “squash”, e musculação com carga leve de pesos.
Está contra-indicado realizar esportes de colisão (boxe, futebol, basquete), artes marciais ou esportes radicais devido ao risco de sangramento.

Um abraço a todos, espero ter ajudado.


quarta-feira, 30 de maio de 2012

O que é e quais devem ser os cuidados nutricionais na gastrite?






A gastrite é uma inflamação do estômago causada por, entre outros fatores, alterações microbianas, químicas ou neurais, modificando a integridade da mucosa.
Entre suas causas, destaca-se a infecção por Helicobacter pylori. Esse microorganismo rompe a proteção da camada de muco do estômago e libera citocinas, causando um processo inflamatório que pode levar à formação de gastrite, úlceras, carcinomas, dentre outros. Esse patógeno pode ser detectado por meio de endoscopia. Outros fatores causadores de gastrites são: o uso crônico de antiinflamatórios não-hormonais (como a aspirina), alcoolismo e ingestão de substâncias erosivas.
Os sintomas da gastrite são náuseas, vômitos, mal-estar, anorexia, hemorragia e epigastralgia. Porém, muitas vezes os indivíduos acometidos por essa doença podem ser assintomáticos.
O tratamento da gastrite inclui a erradicação dos patógenos, por meio de medicamentos, que reduzirão o processo inflamatório e os sintomas. Além disso, podem-se utilizar medicamentos que neutralizem ou bloqueiem a secreção gástrica.
Os cuidados nutricionais para portadores de gastrite envolvem: evitar alguns condimentos (pimenta-do-reino e a vermelha), álcool, café (tanto o cafeinado quanto o descafeinado), refrigerantes, consumo de grande refeição antes de dormir, e alimentos que sabidamente causam desconforto ou aumento do quadro inflamatório. Todos estes alimentos são proibidos para não aumentarem a secreção gástrica, que é ácida. Se necessário, faz-se uma suplementação nutricional para evitar deficiências de micronutrientes e não prejudicar a cicatrização tecidual.



terça-feira, 15 de maio de 2012

Técnicas para Emagrecer com Saúde


























Técnicas que podem ajuda-lo(a) em um plano de reeducação alimentar


Técnicas de estilo de vida:

1. Mantenha um diário alimentar; assim você saberá onde está exagerando;

2. Maximize a percepção da alimentação evitando a alimentação automática;

3. Identifique os desencadeadores ("gatilhos") da alimentação;

4. Não faça nada diferente enquanto come (ver tv ou ler jornal, por exemplo);

5. Alimente-se no local adequado, sentado - não coma em pé ou andando;

6. Pouse os talheres entre os bocados e mastigue devagar os alimentos;

7. Use uma lista durante as compras e Não faça compras em jejum ou com fome (isso é um tiro no próprio pé rsrs);

8. Compre alimentos que requerem preparo; (alimentos prontos e congelados são os vilões da gordurinha localizada)

9. Mantenha alimentos saudáveis à vista e alimentos problemáticos fora da visão (já temos muitos problemas estes é melhor nem ter em casa hahaha);

10. Coma uma porção de cada vez e saia da mesa após alimentar-se;

11. Evite dar e trocar receitas de alimentos; (isso é o que mais vejo por aí...geralmente são receitas calóricas)

12. Prepare-se com antecedência para eventos especiais e situações que podem colocar seu emagrecimento em risco.

Técnicas de exercício:

1. Inicie os exercícios sempre de maneira gradual - não dispense a fase de alongamento, aquecimento;
2. Mantenha um diário de exercícios;

3. Aumente as caminhadas e procure sentir prazer em caminhar;

4. Aumente a atividade no seu dia-a-dia, utilizando escadas e dispensando o carro sempre que possível;

5. Aumente a atividade no seu dia-a-dia, optando por fazer você mesmo algumas atividades domésticas como lavar o carro e jardinagem;

6. Leve seu cachorro para passear.


Técnicas de atitude:

1. Procure distinguir entre fome e desejo;

2. Resista aos desejos - não inclua-os em sua lista de compras;

3. Não tenha sonhos impossíveis em relação ao peso - estabeleça objetivos realistas;

4. Concentre-se em seu comportamento e não no peso (não se pese com freqüência);

5. Viver as emoções aos invés de descontá-las nos alimentos;

6. Diferenciar entre fome e compulsão ou "gula"

7. Quando pegar um alimento para comer perguntar se é fome ou não.


Técnicas de relacionamento:

1. Um parceiro, companheiro ou amigo pode auxiliá-lo incentivando atividades, acompanhando-o durante as compras e exercitando-se junto;

2. Em caso de dificuldade em controlar o impulso, o parceiro pode fazer as compras;

3. Converse com a família para que eles apoiem e auxiliem no seu tratamento, evitando insistir no preparo de alimentos inadequados e não ridicularizando suas atitudes e esforços.


Técnicas de nutrição:

1. Procure conhecer o valor calórico dos alimentos: leia atentamente o rótulo;

2. Procure alimentos com baixo teor de gordura ou sem gordura;

3. Lembre-se que um alimento que não contém açúcar pode conter muita gordura: novamente preste atenção no rótulo;

4. Procure evitar alimentos gordurosos, limitando-os a um máximo de 30% do valor calórico total diário;

5. Aumente os carboidratos complexos (como arroz, feijão e massas) e evite os carboidratos simples (como doces e açúcar);

6. Torne a dieta pobre em calorias apetitosa (use ervas, temperos diferentes);

7. Procure aumentar a quantidade de fibras na dieta (coma frutas com bagaço e verduras);

8. Procurar realizar uma atividade nos horários de maior vontade de beliscar : caminhar, ir ao shopping, sair com o cachorro,...

9. Quando der vontade de comer doces procurar os caseiros, sem creme de leite, leite condensado e chocolate;

10. Ingerir pelo menos 2L de líquidos por dia;

11. Sempre que der vontade de comer algo, tomar líquidos antes.


Seja sempre realista... VOCÊ É O QUE VOCÊ COME, ou BEBE RSRS.

Beijão a todos! Cuidem-se...

terça-feira, 20 de março de 2012

Hipotireoidismo...

Essencial para o bom funcionamento do organismo, a tireóide é uma das maiores glândulas endócrinas do corpo humano. Sua principal função é a produção e armazenamento dos hormônios tireoidianos: T3 (tri-iodotironina) e T4 (tiroxina). A produção desses hormônios é feita após a estimulação das células pelo hormônio da hipófise TSH.


Os hormônios (T3 e T4) são responsáveis por regular o nosso metabolismo, ou seja, o conjunto de reações químicas responsáveis pelos processos de síntese e degradação dos nutrientes na célula. O problema acontece quando as taxas desses hormônios ficam alteradas.

Sintomas como: cansaço, sonolência, unhas quebradiças, aumento ou diminuição de peso, desânimo, cabelos e peles secos, prisão de ventre ou tendência a diarréia, ansiedade, perda de apetite podem ser sinais de que algo não anda bem com sua tireóide. Por isso fique atenta. Antes de mais nada veja quais são os principais distúrbios da tireóide.

Como eu estou convivendo com o hipotireoidismo durante alguns anos sempre aparece alguma dúvida então para ajudar quem também tem esse mesmo problema resolvi postar algumas informações...

Hipotireoidismo

O hipotireoidismo é caracterizado pela diminuição na produção dos hormônios T3 e T4. Esse mal atinge tanto homens quanto mulheres, mas a incidência é maior entre as mulheres e aumenta com a idade, principalmente depois dos 35 anos.

Pode ter várias causas, mas a mais comum decorre da doença de Hashimoto. Essa doença aparece quando o organismo, por razões ainda desconhecidas, não reconhece a tireóide como parte do corpo e o sistema imune começa a produzir anticorpos que "atacam" a glândula. Ou por falta de iodo na dieta.

O diagnóstico é feito através de exames de sangue que medem a quantidade dos hormônios tireoidianos. Alto nível de TSH circulante é o melhor indicador de hipotireoidismo. Em contrapartida, os níveis de T3 e T4 aparecem reduzidos.

Além dos exames de sangue é importante ficar atento a alguns sintomas que podem indicar hipotireoidismo. São eles: depressão, cansaço, cabelos e pele ressecados, unhas quebradiças, fadiga, prisão de ventre, anemia, aumento de peso, tornozelos e rosto inchados, menstruação irregular e colesterol elevado. Na presença de mais de um desses sintomas é importante que consulte um médico.

Apesar de não ter cura, o tratamento varia de pessoa para pessoa e deve ser avaliado pelo médico. Mas de maneira geral ele é feito através de medicamentos que visam repor os hormônios que a tireóide não consegue produzir.

Muitas pessoas que tem hipotireoidismo dizem que não conseguem eliminar peso, pois tem o "metabolismo lento". Realmente, o metabolismo dessas pessoas é mais lento devido à diminuição dos hormônios da tireóide T3 e T4, porém o apetite tende a diminuir. A melhor maneira de "acelerar" o metabolismo é ter uma alimentação saudável e fracionada, praticar atividade física regularmente e fazer o tratamento adequado.

Recomendações
Não se assuste com a idéia de epidemia de problemas na tireóide. Avanço nas técnicas de diagnóstico explica o aumento do número de casos;

A ingestão regular do iodo contido no sal de cozinha evita a formação de bócio;

A dosagem do TSH deve ser medida depois dos 40 anos com regularidade;

Procure adotar uma dieta alimentar equilibrada. É engano imaginar que o hipotireoidismo seja fator responsável pelo ganho de peso, porque as pessoas costumam ter menos fome quando estão com menor produção dos hormônios tireoidianos, o que acontece é a lentidão do metabolismo que pode ser corrigido com medicação adequada.

Atividade física regular é indicada nos casos de hipotireoidismo, mas contra-indicada para pacientes com hiprtieoidismo;

Fumar é desaconselhável ;

TRATAMENTO.

No hipotireoidismo, deve começar de preferência na fase subclínica com a reposição do hormônio tireoxina que a tireóide deixou de fabricar. Como dificilmente a doença regride, ele deve ser tomado por toda a vida, mas os resultados são muito bons.



;) Boa terça-feira a todos.



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Diabetes e Alimentação

Ultimamente está aumentando o índice de pacientes portadores de diabetes e devido a esse fator hoje vou falar sobre este assunto.

Como deve ser a Alimentação do DIABÉTICO? A alimentação que se recomenda para as pessoas com diabetes deve incluir alimentos variados, em quantidades adequadas para alcançar e manter o peso corpóreo ideal, evitar o aumento de glicemia, do colesterol e de outras gorduras no sangue, além de prevenir complicações, contribuindo para o bem estar e a qualidade de vida.
Para atingir esses objetivos, é necessário consumir diariamente e na medida certa para cada pessoa:
Alimentos Energéticos: Fontes de carboidratos complexos (pães, cereais, massas e raízes).
Alimentos Reguladores: Fontes de carboidratos, vitaminas, minerais e fibras (verduras, legumes e frutas).
Alimentos Construtores: Fontes de proteínas e cálcio (leite e derivados) e proteínas e ferro (carnes magras, ovos, feijões).
Uma boa dica para todas as pessoas é incluir, em cada refeição, alimentos dos três grupos. É importante que se diga que o plano alimentar atualmente recomendado às pessoas com diabetes, de forma geral, é o mesmo que orienta a alimentação de quem não tem diabetes.
Recomenda-se que as pessoas com diabetes evitem açúcares, doces, pães, farinhas e massas em excesso, bem como bebidas com açúcar ou alcoólicas. Entretanto, pessoas cujo diabetes esteja bem controlado, peso adequado, e seguem um tratamento intensivo e contagem de carboidratos, podem até usar pequenas quantidades de açúcares junto com refeições equilibradas.
Para tanto, é indispensável conversar com o nutricionista, que poderá orientar o planejamento alimentar com a contagem dos carboidratos e com o médico que irá prescrever o tipo e dosagem de insulina adequada, quando necessária.

Dúvidas mais comuns sobre alimentação e diabetes:

É verdade que o mel também faz subir a glicemia?
Sim! O mel também contém sacarose, além de outros tipos de açúcar (frutose e glicose), sendo desaconselhado o seu uso generalizado como substituto do açúcar comum. Em excesso o mel, assim como o açúcar cristal, mascavo, também engorda e faz subir o açúcar no sangue.

O pão de glúten, centeio ou integral, as bolachas salgadas e as torradas podem ser usadas à vontade?
Não! Como qualquer outro tipo de pão, eles contêm amido que se transformará em açúcar no sangue, não podendo ser usados à vontade. Podem ser consumidos de maneira moderada, assim como o pão comum. Ressalte-se que o pão torrado e os biscoitos de água e sal têm seu amido transformado em açúcar mais rápido que o pão fresco, ou seja, fazem subir a glicemia mais rápido que os pães não torrados. Pães ricos em fibras, como os de aveia, trigo integral e centeio são os mais indicados, mas não podem ser consumidos em excesso.

A pessoa que tem diabetes pode comer macarrão (massas em geral) ou pão fresco?
Sim! Estes alimentos têm composição semelhante ao arroz e podem ser consumidos, desde que em quantidades não excessivas e em refeições mistas, complementadas com alimentos ricos em proteínas (como as carnes magras, peixes e aves; as leguminosas, como soja, feijão, lentilha, grão de bico, ou ovos) e ricos em fibras (como as hortaliças cruas e cozidas). Sempre que possível, deve-se dar preferência às massas e pães integrais, assim como arroz integral (os cereais integrais e seus derivados contêm fibras, que dentre outros efeitos benéficos retardam a passagem de glicose derivada da digestão do amido para o sangue. Massas, pães integrais e arroz integral podem ser substituídos por outros cereais integrais, como aveia ou milho ou ainda por raízes como cará, mandioca, batata ou inhame).


Os produtos dietéticos (alimentos “diet” ou “light”) podem ser usados à vontade?
Não! Alguns produtos dietéticos não contêm açúcar, outros contêm. Alguns, como os chocolates dietéticos, mesmo não contendo açúcar são desaconselhados para quem precisa emagrecer, pelo alto valor calórico. É importante sempre ler os rótulos dos produtos com muita atenção para saber se eles contêm ou não açúcar, qual a quantidade de carboidratos que contêm e qual seu valor calórico. (Um chocolate normal tem entre 440 e 550 calorias em 100 gramas; um chocolate “diet” de 100 gramas tem cerca de 530 calorias).

Todas as frutas são permitidas para as pessoas com diabetes?
Sim! As frutas contêm o açúcar natural, mas não prejudicam a saúde da pessoa que tem diabetes, desde que usadas em quantidades adequadas. Isso significa que uma criança poderá ingerir cerca de 3 frutas por dia; um adolescente ativo ou uma gestante, até 4 frutas; um adulto magro entre 2 e 4 frutas, dependendo de sua atividade física; e um obeso poderá ter seu limite fixado em 2 frutas ao dia. É importante lembrar que as frutas devem ser de tamanho pequeno ou médio e devem ser consumidas com casca e bagaço, sempre que possível. Vale destacar, também, que algumas frutas (como a uva, o caqui, a manga, e a banana nanica) têm mais açúcar que outras, o que não proíbe o consumo, mas indica a necessidade de controlar o tamanho da porção a ser ingerida. O abacate, por sua vez, quase não tem açúcar e é muito rico em um tipo de gordura que aumenta o bom colesterol, mas tem um valor calórico muito alto, o que recomenda consumo em quantidade pequena pelas pessoas com excesso de peso.

As carnes, ovos e queijos não contêm açúcar. Podem, então, ser usados à vontade?
Não! Carnes, ovos e queijos não contêm açúcar, mas possuem proteínas que, em excesso, também alteram a glicemia e sobrecarregam os rins. Esses alimentos também têm gorduras saturadas e colesterol que, em excesso, podem comprometer o sistema cardiovascular de quem tem diabetes e levar às complicações crônicas (pressão alta, doença renal, ou doenças cardíacas).

O leite e o iogurte devem ser consumidos pela pessoa que tem diabetes?
Sim! Leite e iogurte são alimentos fontes de proteínas e de cálcio, importantes não só para o crescimento da criança, como para a boa formação dos ossos do adolescente e para evitar perdas ósseas no adulto e idoso. Recomenda-se para o adulto a ingestão de 2 a 3 porções desses alimentos, diariamente. Gestantes, nutrizes e crianças pequenas podem precisar de 3 a 4 porções diárias. Para crianças até os 12 anos de idade, recomenda-se leite integral. Para os adultos leite desnatado. Uma observação que vale a pena ser feita é que o leite contém, naturalmente, um açúcar (a lactose) que também eleva a glicemia. Portanto, o leite também não pode ser ingerido em excesso, mesmo que desnatado. O iogurte também contem lactose, ainda que em menor quantidade. Já o queijo não a contem, sendo um bom substituto do leite, desde que branco ou magro (uma fatia grossa substituindo um copo de leite).

Feijão faz bem para quem tem diabetes?
Sim! O feijão é um alimento rico em proteínas vegetais, amido e fibras, substâncias importantes para a saúde das pessoas com diabetes. O excesso de feijão, assim como de qualquer outro alimento, deve ser evitado. O efeito da mistura arroz-feijão sobre a glicemia é melhor que o arroz sem feijão (ou seja, a mistura arroz-feijão faz subir menos o açúcar no sangue que o arroz puro). Se a refeição for complementada com verduras cruas e cozidas e carne magra, melhor ainda!

É verdade que tudo que nasce embaixo da terra (cenoura, beterraba, mandioca e batata) aumenta a glicemia?
Não! Essas raízes contêm carboidratos, que se transformam em açúcar (glicose) em nosso organismo. Mas isso não quer dizer que não possam ser utilizados pela pessoa com diabetes. A cenoura e a beterraba podem ser usadas para variar as saladas mistas, cruas ou cozidas (1 pires dos de chá por refeição). Já a batata, a mandioca, o cará e o inhame devem ser utilizados no lugar do arroz ou do macarrão, em quantidades não excessivas. Para saber a quantidade adequada para cada pessoa, avaliação e cálculos individualizados são necessários. Se seu peso e sua glicemia estão adequados, provavelmente as quantidades que você ingere estão corretas.

Quem tem diabetes pode consumir bebidas alcóolicas?
Depende! Alguns estudos sugerem que bebidas alcóolicas, usadas com moderação (1 a 2 taças de vinho por dia) fazem bem para o coração. Entretanto, vale ressaltar que bebidas alcóolicas são ricas em calorias, provenientes do álcool e do açúcar que algumas contêm. Isso faz que não sejam recomendadas para pessoas com excesso de peso. Por outro lado, o álcool pode provocar efeitos adversos quando combinado com alguns hipoglicemiantes orais. Também pode provocar hipoglicemia, mesmo que a pessoa não faça uso de insulina ou medicação oral, aumento do triglicérides no sangue e agravamento de várias complicações do diabetes. Logo, seu uso deve ser bem orientado pelo médico e pelo nutricionista.

Existem planos alimentares para diferentes faixas etárias (crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes)?
A alimentação de crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes, diabéticos ou não, deve seguir planos diferenciados para atender as necessidades do crescimento, do envelhecimento ou da gestação. Os planos alimentares devem ser diferenciados pela idade ou estado fisiológico, mas as orientações gerais relativas ao diabetes são válidas para todos. É claro que quanto mais vulnerável o estado fisiológico, maior a necessidade de individualização do plano alimentar para a pessoa com diabetes.

Por que o consumo de gorduras deve ser controlado?
Gorduras devem ser utilizadas com moderação porque contribuem para o aumento de peso e para o aumento das gorduras do sangue (colesterol e triglicérides), agravando o risco de aterosclerose e doenças do coração. É bom esclarecer que nem todas as gorduras são igualmente perigosas. As mais prejudiciais são as de origem animal: carnes gordurosas, gema de ovo, banha de porco, toucinho, bacon, manteiga, creme de leite, maionese, ricas em colesterol ou nas chamadas gorduras saturadas, que aumentam a produção do colesterol em nosso organismo. As gorduras vegetais, como os óleos de milho, girassol, arroz e soja não contêm colesterol. Além disso, essas gorduras são insaturadas, o que contribui para evitar a aterosclerose. O azeite de oliva, óleo de canola e as gorduras dos peixes, por sua vez, ricos nos chamados ácidos graxos ômega 3 até ajudam a diminuir o colesterol total.
O azeite de dendê, o leite de coco e a gordura de coco são exemplos de gorduras vegetais saturadas, que aumentam o colesterol do sangue. As margarinas vegetais, em grande parte dos casos, são quase tão prejudiciais quanto a manteiga, pois se tornam saturadas no processo de hidrogenação. Há exceções, as margarinas cremosas pouco hidrogenadas (mais moles ou menos firmes que a maioria), produzidas com óleos insaturados, e em alguns casos enriquecidas com ômega 3. Todas as gorduras e óleos, se usados em excesso, engordam!

Estas são as principais dúvidas dos pacientes que atendo, espero ter ajudado todos os diabéticos a procura de respostas sobre como deve ser sua alimentação.
Abraços a todos e se cuidem....


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Chia... a semente do momento.

Conheça um pouco sobre a Chia que vem conquistando o mercado por ser um superalimento.



As sementes de chia são:
- Nutritivas;
- Ricas em Ómega 3;
- Ideais para celíacos;
- Antioxidantes.

Além disso, são ricas em cálcio, ferro, fósforo, selénio, potássio e magnésio. São ainda uma boa fonte de proteínas (cerca de 16g/100g), apresentando todos os aminoácidos essenciais, e de fibras solúveis e insolúveis.
A chia é considerada uma das melhores fontes de ácidos gordos ómega 3 e 6, proporcionando o rácio perfeito entre o ómega 3 e ómega 6, o que é ideal para uma alimentação saudável. O ómega 3 é um nutriente muito importante sobretudo para crianças, grávidas, estudantes ou para quem tenha uma actividade essencialmente intelectual.

Análise nutricional resumida (por 100g):

Energia: 2471 KJ / 595 Kcal
Proteínas: 16g
Hidratos de carbono: 44g
Lípidos: 31g

O fato da chia ser uma fonte riquíssima de omega 3, torna-a num alimento protetor do coração e do cérebro. A ingestão de alimentos ricos em omega 3 é muito importante para, por exemplo, prevenir problemas cardiovasculares, estados depressivos e diminuir os triglicerídeos no sangue.
As sementes de chia pertencem, tal como as de linhaça, às sementes mucilaginosas, isto é, formam um gel pectinoso incolor à superfície quando entram em contato com a água. Estas mucilagens são muito benéficas para o bom funcionamento dos intestinos.
Em casos de azia, consumir 1 colher de chá de sementes de chia dissolvidas durante alguns minutos num pouco de água, ajuda a absorver o excesso de ácido.
O consumo regular destas sementes é ainda útil para controlar a pressão arterial elevada e a diabetes.
Devido à sua riqueza nutricional e ao fato de saciarem facilmente são muito úteis para quem procura um aporte extra de energia.
E como são isentas de glúten, são uma excelente opção também para celíacos.
Todos podem beneficiar da riqueza nutritiva da chia.

Para consumir as sementes basta misturá-las, inteiras ou moídas, em  iogurtes, saladas, batidos, sopa, pratos de massa.
Moídas podem substituir uma quantidade da farinha em receitas de pão, biscoitos ou bolos.
Pode ainda misturar uma colher de sopa de sementes a 250 ml de água (aumentam cerca de 9 vezes o seu volume), deixar repousar uns minutos e beber simples, misturado com sumo de limão ou com batidos de frutas.
Pode também usar as sementes dissolvidas em água em algumas receitas como substituto do ovo.
As sementes de chia, ao contrário das de linhaça, não precisam ser cozidas ou moídas para se usufruir dos seus nutrientes, pois são facilmente digeridas.


Uma boa Tarde a todos e um ótimo final de semana. Beijosssssss!




quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Alimentação das crianças.

É comum pais no consultório preocupados com a alimentação de seus filhos devido a hábitos alimentares inadequados.
Geralmente, a diminuição do apetite se inicia a partir do final do primeiro ano de vida porque, nesta fase, ocorre desaceleração da velocidade de ganho de peso e crescimento, a qual se mantém durante a fase pré-escolar. Além disso, a criança começa a se interessar mais em descobrir o mundo ao seu redor, já que começa a andar. Por isso, a alimentação deixa de ser sua principal fonte de prazer.
A falta de apetite pode ser  fisiológica ou também patológica.
É preciso uma avaliação médica para excluir causas orgânicas para a recusa alimentar, como infecções, parasitoses, carências de vitaminas e minerais, distúrbios de deglutição, doença do refluxo gastroesofágico, alergia alimentar etc. Existem alguns sinais que podem auxiliar no diagnóstico entre falta de apetite de causa não orgânica da falta de apetite de causa orgânica. Geralmente, a criança com falta de apetite de causa não orgânica apresenta ganho de peso e estatura adequados e podem-se perceber, especialmente, práticas inadequadas dos pais para a alimentação, devido à falta de orientação e ansiedade deles em alimentar a criança, como:
- alimentar a criança à noite, enquanto ela está dormindo ou sonolenta porque ela não se alimentou direito durante o dia;
- alimentar mecanicamente, estabelecendo horários rígidos para a alimentação, sem respeitar a saciedade ou oferecendo os alimentos como se a criança fosse um objeto inanimado;
- tentar alimentar a criança constantemente, geralmente sem sucesso, independente do apetite da criança, na tentativa de fazer com que a criança aceite mais um pouco de alimento ou bebida;
- forçar a alimentação, mesmo após recusa da criança e contra a sua vontade (por exemplo: abrir a boca da criança e colocar o alimento à força);
- distração condicional, isto é, a criança só aceita a refeição se houver distração (com música, televisão, brinquedos, se estiver andando) e não demonstra interesse em se alimentar;
- prolongar a refeição por mais de 30 minutos, apesar do insucesso em alimentar a criança.
Outros fatores que podem indicar a falta de apetite de causa não orgânica são os problemas de dinâmica familiar e comportamentos inadequados da criança, como seletividade (aceitação de apenas um tipo de alimento ou alimentos de determinada cor), ânsia de vômito antes da refeição ou ao colocar o alimento na boca, e recusa ao alimento (virando a cabeça) quando este é oferecido.

Os objetivos da nutrição nestes casos onde crianças “não querem comer”seria garantir crescimento e desenvolvimento adequado; encorajar a formação de hábitos alimentares saudáveis, prevenindo doenças crônicas do adulto, a desnutrição e a instalação de um distúrbio alimentar real.
De maneira geral, os pré-escolares devem receber de 5 a 6 refeições ao dia (café da manhã, almoço, jantar e de 2 a 3 lanches), em intervalos regulares (a cada 2 a 3 horas), mas sem rigidez, isto é, respeitando os sinais de fome e saciedade da criança. Todos os grupos de alimentos devem ser oferecidos e de forma variada. Os alimentos devem ser colocados no prato em pequena quantidade, permitindo repetição por solicitação da criança. Deve-se desencorajar as refeições noturnas, a oferta de guloseimas e de sucos entre as refeições. As crianças devem se sentar à mesa, realizar as refeições junto com a família, sendo estimuladas a se alimentar sozinhas, mas sempre com supervisão. Em caso de uso de mamadeiras, estas devem ser substituídas pelo copo.

Como incentivar a criança a comer? Tenho filho e sei que é uma questão delicada pois as crianças adoram fazer milhares de coisas ao mesmo tempo. Então ela deve ser preparada para a refeição, isto é, avisá-la para ir finalizando a brincadeira ou qualquer outra atividade minutos antes da refeição e ir se “aprontando” para a refeição. Pois, se a criança está completamente envolvida com brincadeiras e é interrompida bruscamente, haverá maior resistência para sentar-se à mesa para a refeição.
Os alimentos devem ser arrumados no prato de forma agradável, podendo ser útil utilizar pratos com divisórias, para aquelas crianças que gostam de ver os alimentos separados.
Dar vida ao prato rsrs.... na minha casa o feijão vira rio, a carne peixinhos, alface são as árvores e assim a criança consegue fazer da refeição uma brincadeira saudável.
Nessa fase é comum a neofobia, isto é, resistência a experimentar novos alimentos. É importante variar a forma de oferta dos alimentos e expor a criança ao mesmo alimento de 8 a 10 vezes, em ocasiões diferentes, para que ela aprenda a consumi-los. A oferta do alimento novo no início da refeição, quando a criança está com mais fome, pode facilitar a aceitação. Enfatizar a cor, forma, aroma e textura dos alimentos para despertar o interesse da criança.

Os pais devem servir como exemplo, consumindo uma alimentação saudável e variada, pois as crianças se espelham neles.
A participação na compra e preparo dos alimentos, de forma lúdica (dar nomes aos alimentos, fazer desenhos com alimentos, ajudar a picar, adicionar ingredientes as preparações) ajuda a aumentar o interesse em consumi-los.
Se a criança recusar os novos alimentos, os pais não devem demonstrar ansiedade ou nervosismo, pois isso só gera estresse e piora a recusa alimentar. Nestas situações a criança pode estar querendo chamar a atenção dos pais, sendo necessário dar carinho e atenção em outros horários do dia.

E as chantagens... será que vai ganhar sobremesa?
Não se deve exigir que a criança coma tudo o que está no prato, mas sim, permitir que ela respeite os sinais de saciedade. Também não é recomendado insistir, fazer chantagem, pressão, punir ou prometer premiações como a sobremesa. Estas estratégias só pioram a aceitação dos alimentos em longo prazo. A sobremesa e os outros doces não devem ser supervalorizados, mas sim oferecidos eventualmente, como mais uma preparação, com limites quanto ao horário e quantidade. Os alimentos não devem ser divididos em “bons” e “ruins” ou “permitidos” e “proibidos”, pois isso só aumenta a vontade de comer aqueles alimentos que são “ruins” ou “proibidos”.
A criança deverá se alimentar em ambiente tramquilo de preferência na mesa longe da TV.
Os pais devem ser orientados quanto às características da alimentação dessa fase e devem ser tranquilizados para não supervalorizar a diminuição do apetite. Os pais devem oferecer alimentos nutritivos e variados, estabelecer rotinas e horários para a alimentação, oferecer as refeições em ambiente agradável e aceitar a variabilidade da alimentação deste período. Devem saber que as crianças têm o direito de participar na escolha dos alimentos (sempre entre opções saudáveis), de ter preferências e aversões e de decidir o quanto querem comer.
É importante orientar sobre o sentimento de culpa, principalmente entre pais que trabalham fora do lar e a incapacidade de impor limites à criança como forma de compensação às crianças.
Esconder as verduras em outros alimentos bem aceitos não é aconselhável, já que a criança não aprende a comer adequadamente. A criança precisa ver o alimento e saber o que está comendo, pois só assim, aprenderá a ter uma alimentação saudável e variada.

E os suplementos?
Na maioria dos casos, as crianças não precisam de polivitamínicos ou suplementos alimentares, já que estes não irão exercer efeito sobre o apetite e não solucionarão o problema. Geralmente, as crianças consomem os nutrientes em quantidade adequada para o ganho de peso e crescimento, quando se avalia a alimentação por períodos maiores do que apenas durante um dia. Em casos de pais muito ansiosos, os polivitamínicos ou suplementos alimentares podem funcionar como placebo, permitindo maior adesão dos pais às orientações e maior sucesso do tratamento, mas isso deve ser avaliado individualmente.


A ingestão de líquidos durante o almoço e jantar deve ser desencorajada. A criança deve tomar água nos intervalos, para não sentir sede no momento da refeição e no máximo, tomar um copo pequeno de água ou suco natural, após a refeição. Isto porque a criança pode encher o estômago de líquido e deixar de consumir os alimentos da refeição, além haver falta de estímulo para a mastigação, já que os líquidos auxiliam no processo de deglutição.


Até a próxima! ;)


fontes: google imagens
guia alimentar para crianças até 2 anos


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Gastrite...fique atento!!!

1. Quais são as causas da gastrite?


Além da gastrite bacteriana (esta é a causa principal de gastrite?)não é a principal, pode deixar assim como esta, como uma das causas (é a causa mais estudada), causada pela infecção da bactéria Helicobacter pylori, outros motivos podem levar a irritação ou inflamação da mucosa gástrica, que passa a não suportar mais um elevado conteúdo ácido. São eles:

Estresse;

Substâncias irritantes (como medicamentos);

Drogas (como a cocaína);

Fumo;

Álcool;

Substâncias corrosivas (como produtos de limpeza);

Elevados níveis de radiação (na radioterapia, por exemplo);

Algumas doenças auto-imunes;

Algumas doenças digestivas, como doença de Crohn;

Certas espécies de vírus, parasitas e outras bactérias.

2. Existe uma dieta especial para os diferentes tipos de gastrites ou todos os alimentos têm o mesmo efeito em todos os casos?

De maneira geral, a dieta segue o mesmo padrão: o fracionamento de cinco a seis refeições diárias e devem ser evitados os alimentos irritantes e estimulantes de secreção gástrica.

Portanto, nas diferentes fases da doença a dieta recebe as mesmas orientações, mas com diferentes enfoques. . Por exemplo, na gastrite aguda, a dietoterapia consiste em recuperar a mucosa gástrica. Já na gastrite crônica, a dietoterapia consiste em evitar o avanço das lesões e proteger a mucosa gástrica.

Somente em casos de gastrites crônicas com hipersecreção, a dieta deve conter um pouco mais de gorduras, que provocam uma maior liberação de enterogastrona no intestino (hormônio que inibe o peristaltismo estomacal) e, consequentemente, reduz-se a secreção e o tônus do estômago.

3. Quais alimentos ajudam a controlar os sintomas da gastrite e quais alimentos acentuam o desconforto?

Estão separados em duas listas os alimentos que contribuem para controlar os sintomas da doença e outros que devem ser evitados, pois aumentariam o desconforto. Seguem abaixo:

Alimentos que contribuem para controlar os sintomas da gastrite:

Água, chá de frutas e ervas, suco de frutas diluído;

Frutas, gelatina, mingaus;

Leite (combinado a outro alimento) e iogurte desnatado ou light;

Queijos brancos;

Carnes brancas e magras (peixe, frango, perú);

Purês, batata, mandioquinha, suflês, vegetais cozidos;

Geleias, mel, margarina light em quantidade moderada;

Sopas de vegetais e carne.

Alimentos que devem ser evitados:

Condimentos (pimenta-do-reino e a vermelha);

Álcool;

Alimentos estimulantes, como café, chá mate, chá preto, chocolate;

Temperos industrializados, como caldo de carne, maionese, molho tártaro, Extrato ou molho de tomate, molho de soja (shoyo), molho inglês, molho de salada;

Refrigerantes;

Frutas ácidas e tomate;

Carne processadas: presunto, mortadela, copa, lombo, salsicha, linguiça, salame;

Alimentos gordurosos em geral;

Goma de mascar.

Todos estes alimentos são proibidos para não aumentarem a secreção gástrica. Se necessário, faz-se uma suplementação nutricional para evitar deficiências de micronutrientes e não prejudicar a cicatrização tecidual. De qualquer maneira, é importante testar os alimentos que causam desconforto gástrico e assim retirá-los da alimentação.

4. Recomenda-se evitar somente o consumo de frutas ácidas?

Sim. As únicas frutas que devem ser evitadas são aquelas mais ácidas (como laranja, limão, mexerica, entre outras) e frutas que não estejam maduras. É importante lembrar que cada organismo reage diferentemente aos alimentos, então não existe uma lista estabelecida de frutas a serem evitadas, e sim aquelas que causem desconforto ao paciente. Deve-se evitar também a ingestão de sucos ácidos concentrados (limão, laranja). O ideal é diluí-los.

O consumo de outras frutas é recomendado, pois são de fácil digestão, ricas em fibras alimentares, ajudam a manter a hidratação e fornecem vitaminas importantes para manutenção da saúde do indivíduo.

5. Quais dicas nutricionais são importantes para estes pacientes?

Paciente com gastrite está com a mucosa gástrica fragilizada, por isso deve-se poupá-la de maiores esforços. Assim, além da dieta específica, o paciente deve se alimentar em ambientes calmos e mastigar bem o alimento antes de engolir, para facilitar a digestão.

Refeições com grandes volumes de alimentos também vão exigir trabalho extra do sistema digestório. Por isso, recomenda-se uma alimentação fracionada, em que o paciente deve comer mais vezes no dia, em menores quantidades. Esta recomendação também visa diminuir o tempo de jejum, que acidificaria o meio estomacal, aumentando as crises de gastrite. A refeição à noite deve ser leve e de fácil digestão.

Os alimentos devem ser mais abrandados, ou seja, bem cozidos e ingeridos em temperatura morna para que proporcionem uma digestão mais facilitada e recuperação da mucosa gástrica.

6. Quais alimentos possuem propriedades nutricionais especiais que podem aliviar o desconforto da gastrite?

Ovo: Estudos descrevem a importância dos ovos como fonte de uma imunoglobulina específica, a “IgY”, capaz de reduzir a inflamação gástrica causada pela bactéria H. pylori.

Brócolis e broto de brócolis: estudos demonstraram que o Sulforaphane, substância abundante nos brócolis e broto de brócolis, inibe a infecção causada pela bactéria H. pylori, devido ao potencial efeito bactericida desta substância.

Cenoura: estudos relatam relação inversa entre concentração de beta-caroteno, substância presente na cenoura, e risco de gastrite. Ou seja, a ingestão frequente de cenoura pode ajudar a minimizar os riscos de desenvolvimento de gastrite.

Água de coco: esta bebida possui propriedades antioxidantes, além de conter proteínas, gorduras e minerais, como sódio, potássio, magnésio e cálcio. Por isso, a água de coco além de ser excelente bebida hidratante, ainda protege o organismo contra a ação dos radicais livres. Estudo científico verificou diversas propriedades funcionais na associação de água de coco com caju, como prevenção do câncer, prevenção da Helicobacter pylori causadora da gastrite aguda e propriedades antioxidantes.

Iogurte: devido à fermentação, o iogurte tem fácil digestão (seis vezes mais digerível que o leite). A caseína, proteína do leite e derivados, é facilmente degradada em aminoácidos pelo suco gástrico e disponível para a absorção.

7. O que comer na hora da crise? Como obter esse alívio instantâneo?

Para alívio imediato o tratamento mais utilizado é o uso de antiácidos. O chá de espinheira-santa verdadeira, planta nativa da região do sul do Brasil, também é utilizada principalmente para o tratamento de gastrites e úlceras estomacais.

Após o alívio da dor, o paciente deve seguir com dieta específica para gastrite, conforme descrita anteriormente.

O leite não deve ser consumido nesse momento, pois produz uma sensação de alívio imediato, mas é acompanhado de um “efeito rebote” que aumenta a secreção gástrica.

;) Um forte abraço a todos.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A alimentação dos pacientes portadores de insuficiência renal crônica em hemodiálise

A insuficiência renal crônica (IRC) é uma síndrome complexa que se caracteriza pela perda lenta, progressiva e irreversível das funções renais. Por isso, os pacientes com a doença devem receber algumas orientações alimentares específicas. Veja abaixo:

Proteína: para pacientes em regime crônico de hemodiálise não é obrigatória a restrição protéica. Cada paciente deve ser tratado individualmente, sendo o padrão de recomendação de proteína da dieta semelhante ao de indivíduos normais, de 1,2 g/kg de peso ideal ou desejável/dia (em manutenção) e de 1,2 a 1,4 g/kg de peso ideal ou desejável/dia (em condições de repleção). Deste valor, mais de 50% da proteína deve ser de alto valor biológico.

A maior restrição dietética desses pacientes não é necessariamente em relação à proteína ingerida através da dieta, mas sim ao teor de fósforo que está naturalmente presente nas mais comuns fontes protéicas que compõem a alimentação habitual do brasileiro, como carne, leguminosas, oleaginosas leite e derivados, entre outros. Geralmente, para esses pacientes não elevarem seu nível sangüíneo de fósforo, são utilizados medicamentos especiais, como quelantes de fósforo, sendo assim a proteína absorvida e o excesso de fósforo são eliminados.

Mas é importante lembrar que, se a ingestão protéica exceder a recomendação, o quelante de fósforo não agirá conforme esperado. Portanto, a recomendação dietética deve ser seguida e sempre monitorada por um nutricionista, assim como exames bioquímicos devem ser solicitados pelo médico para o acompanhamento do fósforo sérico. A dosagem do quelante de fósforo também deve ser revista pelo nefrologista responsável para cuidados constantes do paciente.

Calorias: quanto ao valor calórico da dieta e percentuais de gordura e carboidrato, novamente deve-se ter em mente que cada paciente é um caso diferenciado a ser estudado. O primeiro nutriente a ser calculado é a proteína, depois se completa o valor calórico da dieta com os lipídeos e carboidratos, levando em consideração que alguns dos renais crônicos podem ser diabéticos ou apresentar dislipidemias. Geralmente, quando não há diabetes ou hipertrigliceridemia, os carboidratos, tanto simples quanto complexos, são boas opções. Não se pode esquecer de priorizar as fontes lipídicas em poliinsaturados e monoinsaturados, evitando ao máximo a gordura saturada.

As calorias recomendadas são (sempre usando o peso ideal ou desejável):

- Manutenção: 30 a 35 kcal/kg/dia

- Repleção: 35 a 50 kcal/kg/dia

- Redução: 20 a 30 kcal/kg/dia

Muitos dos renais crônicos em regime prolongado de hemodiálise não são obesos, pelo contrário, alguns até apresentam desnutrição ou elevada perda de massa muscular. Portanto, a restrição calórica nem sempre é necessária.

Potássio: este eletrólito deve ser controlado através de exames de sangue e é necessária restrição alimentar das fontes que o ofereçam quando estiver aumentado. Hortaliças, leguminosas e oleaginosas apresentam elevado teor de potássio. O processo de cozimento em água promove perda significativa desse eletrólito.

Sódio: é necessária a restrição de sódio a fim de controlar a pressão arterial e evitar a ingestão de líquidos. Deve-se orientar os pacientes a usar pouco sal de adição na dieta. A recomendação é de 1 a 1,5 g de sódio/dia (o equivalente a aproximadamente 3,75 g de sal de cozinha).

Líquidos: a quantidade de líquidos permitida ao dia é prescrita levando em conta o volume residual urinário de 24 horas, adicionado de 500 ml de líquidos. Lembrando que sucos, gelatinas, gelos, caldos e sopas também devem ser considerados como líquidos, não somente a água.


Abraços e até a próximaaaa ;)

Bibliografia (s)
1. Cuppari L et al. Doenças renais. In: Cuppari L. Guias de medicina ambulatorial e hospitalar UNIFESP/ Escola Paulista de Medicina - nutrição clínica no adulto. 1a ed. São Paulo: Manole. 2002. p. 167-199.
2. Martins CM, Riella MC. Nutrição e hemodiálise. In: Riella MC e Martins CM. Nutrição e o rim. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2001. p. 114-131.
3. Cabral PC, Diniz AS, Arruda IKG. Nutritional evaluation of patients on hemodialysis. Rev. Nutr. 2005;18(1):29-40. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-52732005000100003. Acessado em 21/03/07.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Emagreça para o verão



DESAFIO EMAGREÇA PARA O VERÃOOOOOOO


• AVALIAÇÃO DO PERFIL NUTRICIONAL



• ACOMPANHAMENTO PERSONALIZADO COM NUTRICIONISTA 


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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Pele Saudável com uma Boa Nutrição

O recurso ao botox ou gastar centenas, por vezes milhares de reais em cremes que fingem desafiar a idade não são as únicas formas de manter a sua pele com um aspecto fresco, vigoroso e saudável. Uma das estratégias mais eficazes para fortalecer a saúde da sua pele é nutrir o corpo através de uma alimentação saudável e equilibrada. As investigações demonstram que consumir certos tipos de alimentos pode ajudar a prevenir rugas, danos causados pela exposição ao sol e manter a pele hidratada. Na próxima vez que for às compras, faça também uma lista para a sua pele.


Laranja, frutos vermelhos e produtos hortícolas

A fruta e legumes que possuem pigmentação vermelha apresentam altas taxas de antioxidantes que ajudam a prevenir o enrugar precoce da pele. As batatas-doces, tomates e o melão, por exemplo, podem ajudar a manter a sua pele firme e brilhante. Acrescente mais frutas e legumes como estes à sua alimentação diária. Em vez de fazer puré de batata ou batatas cozidas com a batata regular, utilize batatas-doces com um pouco de açúcar amarelo e um pouco de manteiga. Quando fizer uma sandes ou salada para o lanche, acrescente umas fatias de tomate, e troque as batatas fritas ou salgados por fatias frescas de melão.

Citrinos

Consumir citrinos numa base diária vai ajudar a manter a sua pele hidratada, o que a longo prazo vai prevenir as rugas. A vitamina C é um antioxidante muito poderoso que pode manter o colagénio na estrutura da sua face e impedir a flacidez. Contudo, e porque a vitamina C é solúvel na água, os níveis desta vitamina que podem ser armazenados no seu corpo são reduzidos, o que significa que terá de fortalecer o seu “stock” natural diariamente. As laranjas são uma das melhores fontes de vitamina C, mas as toranjas, limões e limas são também excelentes escolhas para manter os níveis de vitamina C regulares. O colagénio começa a desaparecer a partir dos 30 anos – comece a armazenar a partir de agora!

Misture laranja ou toranja nas saladas para uma combinação saudável e fresca de Verão. Esprema uns limões, lima ou laranjas e beba revigorantes limonadas ou laranjadas. Esprema um quarto de limão por cima de peixe grelhado ou de frango para um condimento exótico. As opções são variadas, seja criativo.

Chás

Os antioxidantes conhecidos com EGCG é uma poderosa substância que pode prevenir o acne, danos causados por exposição solar e inflamações de pele. O EGCG é também conhecido por combater o cancro da pele e outros tumores. Os chás, como o chá verde, chá preto ou chá branco são as melhores formas de ingerir o EGCG, já que bastam entre quatro a seis copos de chá por dia para beneficiar dos efeitos do EGCG na sua pele. Substitua gradualmente o café diário por chá – complementarmente a ajudar a sua pele, os antioxidantes presentes no chá serão poderosos promotores de saúde para todo o organismo.

Folhas Verdes

A vitamina A, um dos nutrientes mais importantes para a saúde da pele, combate o envelhecimento precoce, a formação de escamas e a desidratação. A vitamina A é também essencial para a renovação celular e promove o crescimento de nova pele. Os espinafres e bróculos, por exemplo, são excelentes fontes de vitamina A, sejam frescos, crus, cozidos ou cozinhados a vapor, os legumes de folha verde são excelentes agentes para a saúde da pele.

Peixe

Os ácidos gordos ómega 3 encontrados no peixe, como no salmão, atum, sardinhas ou mesmo no marisco, possuem propriedades anti-inflamatórias que combatem os danos causados pela exposição prolongada ao sol. Apesar de consumir peixe ser uma excelente forma de manter a sua pele radiante e gloriosa, mantenha moderado o consumo de marisco, de modo a não ingerir demasiado mercúrio. Comer peixe duas a três vezes por semana é suficiente, especialmente se a sua dieta já contempla bastantes alimentos saudáveis para a pele.

Beijossss a todos e NÃO ESQUEÇA DA ÁGUAAAAAAAA

Alimentos que ajudam reduzir a Pressão Arterial

Farelo de trigo: Rico em fibras que dificultam a absorção do colesterol e de açúcares. É fonte de magnésio, zinco e vitaminas do complexo B, nutrientes essenciais para o relaxamento dos vasos. Sugestão de consumo: duas colheres de sopa em sucos ou frutas.
Morango: Apresenta um pigmento chamado antocianina que atua na redução do colesterol ruim (LDL) e no aumento do colesterol bom (HDL). Além disso, combate o processo inflamatório envolvido nas doenças cardiovasculares. Sugestão de consumo: cinco morangos no café da manhã ou suco natural da fruta.

Semente de abóbora: Rica em vitamina A, E, magnésio e fibras que ajudam a prevenir doenças cardiovasculares. Apresenta potássio, mineral fundamental para melhorar a elasticidade dos vasos. Sugestão de consumo: torrar a semente no forno e consumir como aperitivo.

Clara de ovo: A albumina (proteína da clara do ovo) possui ação vasodilatadora. Sugestão de consumo: uma clara de ovo cozida diariamente.

Soja: A isoflavona, substância presente na soja, melhora a circulação sanguínea, pois impede a formação de placas nas artérias. Sugestão de consumo: uma concha média como substituto do feijão ou da lentilha.

Melancia: Apresenta substância chamada l-citrulina que no corpo se transforma em outra molécula contribuindo para a formação de óxido nítrico, um gás natural que relaxa a parede dos vasos sanguíneos. Sugestão de consumo: uma fatia média de melancia 3x semana.

Lembre-se de procurar um nutricionista pois algumas pessoas além da Pressão alta apresenta alguma outra patologia que deverá ser levada em conta.

Ótima quarta-feira a todos!